Roger Milla
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Albert Roger Mooh Miller, mais conhecido como
Roger Milla (
Yaoundé,
20 de maio de
1952), é um ex-
futebolista camaronês que atuava como
atacante. Ele começou sua carreira profissional no
Eclair de Douala, em
1965.
Biografia
Dono de grande técnica e famoso pela maneira como comemorava seus gols, foi um dos destaques da
Copa do Mundo FIFA de 1990, na Itália, levando a
Seleção Camaronesa
até as quartas-de-final, fato até então inédito em copas, pois uma
seleção africana até então não tinha chegado tão longe - e poderiam ter
avançado mais, estando perto de bater a
Inglaterra e ir às semifinais. O país já havia surpreendido na estreia, ao derrotar a
Argentina, detentora do título.
Milla fez quatro gols na Copa, comemorados com uma sambadinha que, segundo ele, era uma homenagem ao brasileiro
Careca e à inspiração que o futebol brasileiro levara à
África com as excursões do
Santos de
Pelé pelo continente nos anos 60.
[1] O mais lembrado deles, contra a
Colômbia, em puro oportunismo: roubou a bola do folclórico goleiro
René Higuita, que, fora de sua área, tentara realizar uma jogada de efeito.
Foi só nesta Copa que ele, que já havia disputado o
mundial de 1982, apareceu para o mundo e para a própria
França, onde jogava - ressentia-se de que havia passado treze anos no país, para onde fora em 1977 jogar no modesto
Valenciennes, sendo ignorado.
[1] Saíra da
África com o título de melhor jogador do continente, em 1976. No futebol francês, foi herói de outro clube pequeno, o
Bastia: pela equipe da
Córsega, marcou o gol do título da
Copa da França de 1981 sobre o então poderoso
Saint-Étienne de
Michel Platini.
[1] No próprio Saint-Étienne, jogaria depois, quando a equipe esteve na segunda divisão.
Ainda assim, só foi ao mundial de 1990 por interferência de seu amigo
Paul Biya, então presidente de
Camarões;
[1][2] Milla estava na época à beira da aposentadoria no
JS Saint-Perroise, da ilha de
Reunião, para onde se "exilara" após a morte da mãe e a gravidez de sua esposa.
[3] Sua performance no mundial o trouxe de volta ao
Tonnerre Yaoundé, de onde havia saído para a
França. Ficou no time nos quatro anos seguintes, mas sem atuar pela Seleção. Quando Camarões classificou-se novamente para a
Copa do Mundo, Milla resolveu voltar e novamente contou com a ajuda de Biya.
[1]
Foi no
mundial dos Estados Unidos
que ele entraria de vez para a história das Copas, mais especificamente
para as estatísticas do torneio; tornou-se, aos 42 anos de idade, o
mais velho atleta a disputar a competição, quebrando a marca do
norte-irlandês Pat Jennings.
Aos 42 anos e 39 dias, idade em que tinha na última partida de
Camarões, superou a própria marca que tivera no mundial anterior,
estabelecendo-se como mais velho também a marcar: foi dele o "gol de
honra" da goleada de 1 x 6 que o país sofreu da
Rússia - a partida ficaria marcada ainda por outro recorde, o de maior artilharia em um único jogo de Copa, para o adversário
Oleg Salenko, autor de 5 gols.
A aposentadoria
Talvez o mais importante ícone de reconhecimento do futebol africano no
mundo, Milla fechou de vez sua longa carreira em
1997, aos 45 anos, pelo time
indonésio do
Putra Samarinda. Após parar, tentou organizar um torneio de futebol entre
pigmeus
para levantar recurso para saúde e educação, mas o projeto fracassou,
causando escândalo: os pigmeus foram aprisionados e mal alimentados
quando chegaram à
Yaoundé, além de terem sido xingados pelo público pagante. A bilheteria registrou apenas cinquenta ingressos vendidos.
[2]
Até hoje Roger Milla é referência no futebol africano, sendo chamado
pelos seus conterrâneos camaroneses de "Excelência" sempre que é citado.
Títulos
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Bastia